ADAHYL LOURENÇO DIAS
ADAHYL LOURENÇO DIAS
Data de Ingresso: 04/12/1979

Fundador da Cadeira nº 4

Nasceu em 6 de maio de 1911, na cidade de Pirenópolis, Estado de Goiás, filho de José Lourenço Dias, advogado, e de Artemísia de Siqueira Dias. Seu pai era político famoso, tendo ocupado vários cargos públicos, inclusive o de Senador da República. Os estudos primários de Adahyl se deram no Colégio da Imaculada Conceição, em sua cidade natal, dirigido pela Congregação religiosa de Filhas de Jesus, provinda da Espanha. Transferiu-se, com os pais, para a cidade de Bomfim, hoje Silvânia, em 1923, onde continuou os estudos, vindo depois a prestar exame de admissão no antigo Liceu de Goiás, em 1925, na capital do Estado.
Quando da transferência do Seminário de Santa Cruz da diocese de Goiás para Bomfim, passou a frequentá-lo regularmente até ingressar no Ginásio Anchieta, criação e fundação do saudoso bispo Dom Emanuel Gomes de Oliveira. Matriculou-se, em seguida, na antiga Escola de Direito de Goiás, transferindo-se, posteriormente, para a Faculdade de Direito de Goiás, que, de novo, reabrira suas portas, depois de um extenso período de fechamento por questões políticas. Bacharelou-se em Direito em 16 de dezembro de 1933 pela mesma Faculdade de Direito de Goiás.
Exerceu as funções de Agente Fiscal da Prefeitura de Bomfim, de 1927 a 1930, quando renunciou ao cargo para acompanhar o movimento político da Aliança Liberal, que comandou a revolução de 1930, levando ao Governo Federal o falecido Getúlio Vargas. Em outubro de 1930, transferiu residência para a cidade de Anápolis, onde, em 1935 passou a exercer o cargo de Promotor Público, tendo sido nomeado, em 1936, membro do Conselho da Prefeitura pelo Interventor Federal. No mesmo ano, foi nomeado Inspetor Escolar do Estado, elegendo-se Vereador à Câmara Municipal de Anápolis em 1937.
De 1937 a 1939, exerceu a Diretoria da antiga Escola Normal de Anápolis, substituída, depois, pelo Colégio Auxilium. Fundou e dirigiu o primeiro Ginásio de Anápolis, que se transformou em Ginásio Arquidiocesano, e, mais adiante, no Colégio São Francisco. Fundou e dirigiu a Conferência de São Vicente de Paula, que instalou o primeiro asilo de pobres da região. Fundou, conjuntamente com diversos amigos, o Clube Recreativo Anapolino, hoje uma instituição imponente. Exerceu o cargo de Delegado Auxiliar de Polícia, em Goiânia; e foi nomeado Delegado Regional em 1938, cargo que não aceitou.
Fundou e dirigiu, com seu pai, o jornal “Voz do Sul” de 1930 a 1939, com o objetivo de defender a mudança da capital do Estado para Goiânia. Exerceu o cargo de Delegado Florestal do Ministério da Agricultura, mais tarde promovido para Delegado Florestal Regional do referido Ministério. Fundou e dirigiu a Escola de Instrução Militar em Anápolis (Tiro de Guerra). Exerceu o cargo de Prefeito Municipal, em 1947, sendo, depois, eleito Vereador à Câmara Municipal, que presidiu durante um quadriênio.
Advogado militante, nunca deixou sua profissão. Foi consultor jurídico da Associação Comercial de Anápolis; advogado credenciado do antigo Sindicato dos Trabalhadores de Teatro, em São Paulo, no quadro de Assistência Judiciária. Exerceu o cargo de Delegado da Ordem dos Advogados em Anápolis, em 1939. Foi Conselheiro da Ordem dos Advogados em Goiás e Presidente do Instituto dos Advogados naquele Estado; e membro nato da Associação de Imprensa de Goiás, da Associação Brasileira de Imprensa, da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, da Academia Nacional de Direito do Trabalho e da Academia Goiana de Letras Jurídicas.
Inscrito na Ordem dos Advogados de Goiás sob o nº 171, desenvolveu intensa atividade forense e escreveu vários livros, sobretudo na área do Direito Civil, tais como: A concubina e o Direito brasileiro, O desquite no Direito brasileiro, Venda a descendente, O vale no Direito brasileiro e Dos efeitos jurídicos do vale. Os dois primeiros repercutiram amplamente entre os estudiosos do Direito de Família, suscitando a edição posterior de normas legais sobre a extinção da sociedade conjugal e a união estável. Além desses livros, produziu inúmeros estudos, inclusive de natureza trabalhista, publicados em conceituadas revistas jurídicas.
Faleceu em Anápolis, no dia 7 de maio de 2002, ao completar 91 anos de idade.

Fonte: Acadêmico Gustavo Adolpho Vogel Neto.

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